
.produções acessíveis
O que é?
Produção acessível é uma forma de planejar e realizar projetos culturais considerando diferentes pessoas, corpos, formas de percepção e comunicação.
Isso significa pensar a acessibilidade desde o início e integrá-la às escolhas do projeto.
Não se trata apenas de adicionar recursos, mas de considerar a diversidade em todo o processo de produção.
Para quem é?
Para instituições culturais, museus, exposições, artistas, produtores, curadores, festivais, eventos e outros projetos que desejam ampliar a acessibilidade de suas ações.
O trabalho considera públicos diversos, com atenção às pessoas com deficiência e às diferentes formas de acessar, compreender e vivenciar uma experiência cultural.
Quando integrada ao processo de criação, a acessibilidade pode contribuir para novas escolhas, linguagens e experiências, beneficiando pessoas com e sem deficiência.
Os recursos são definidos de acordo com as características de cada projeto e de seus públicos.
Podem incluir audiodescrição, Libras, legendas, materiais táteis, recursos sonoros, linguagem simples, leitura fácil, comunicação acessível, sinalização, recursos digitais e experiências multissensoriais.
Cada projeto começa com a compreensão de seu contexto, seus conteúdos, seus espaços e seus públicos.
A partir desse olhar, identificamos barreiras e definimos estratégias e recursos de acessibilidade adequados à proposta.
Acompanhamos as diferentes etapas do projeto para que a acessibilidade esteja integrada à produção — do planejamento à experiência do público.

Foto: Abertura da Mostra Acessibilidade na Arte - Identidades e Narrativas Diversas.
Projeto da artista visual Alexandra Cavassana. A exposição trouxe reflexões sobre inclusão cultural e à vivência da arte em sua dimensão mais participativa.A composição do corpo artístico tem destaque: 50% dos artistas participantes são pessoas com deficiência, reforçando a pluralidade de narrativas e evidenciando a potência criativa das identidades diversas. A mostra contou com os recursos de audiodescrição, obras táteis, materiais em Braille e Libras.

Foto: Alex Gimenes e Renan Nakano com a escultura e modeladora Luciana Ferreira, que produziu a peça tátil da exposição "Poéticas de São Paulo - Construindo Novas Memórias Através de Velhos Saberes"(2019)
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Foto: Gustavo de Moraes. Projeto expográfico, sinalização tátil e audiodescrição para o projeto
"terra, terreno, território" - artista visual: Dani Sandrini. Exibida no Espaço Cultural SESI Sorocaba Espaço Galeria.


Fotos: Obra "Marina Guimarães e Duke" da exposição
"O Ato Fotográfico Acessível, Subversivo e sua Transversalidade Cultural.
. Na prática
O Ato Fotográfico Acessível, Subversivo e sua Transversalidade Cultural
Uma experiência que reiniu produção, acessibilidade, representação e mediação cultural.
- Como pensar uma exposição em que a acessibilidade faça parte da experiência desde sua concepção?
O Ato Fotográfico Acessível, Subversivo e sua Transversalidade Cultural nasceu desse olhar: aproximar fotografia, acessibilidade e diversidade cultural, reconhecendo diferentes formas de perceber e se relacionar com uma exposição.
As pessoas com deficiência também estão no centro das narrativas, retratadas a partir de suas atuações em diferentes áreas da cultura.
O que fizemos
A acessibilidade foi pensada de forma transversal para e com pessoas com deficiência como consultores e produtores de recursos, considerando obras, conteúdos, espaço expositivo, comunicação e mediação.
A experiência reuniu fotografias e objetos táteis, audiodescrição, audiomediação, Libras, recursos de orientação e propostas sensoriais. Os recursos foram articulados à exposição como diferentes formas de aproximação, leitura e relação com as obras.
Experiência construída
O projeto mostrou, na prática, que a acessibilidade pode ir além da adaptação de um conteúdo já existente. Quando considerada durante o processo de criação e produção, ela passa a fazer parte da própria experiência cultural
Essa experiência reúne princípios que orientam nosso trabalho na Acessibilizarte: acessibilidade como parte da criação, pessoas com deficiência como agentes da cultura e diferentes formas de perceber como parte da experiência artística.
A experiência reuniu fotografias e objetos táteis, audiodescrição, audiomediação, Libras, recursos de orientação e propostas sensoriais. Os recursos foram articulados à exposição como diferentes formas de aproximação, leitura e relação com as obras.

Foto: Edgar Jacques visita no Museu da Energia de São Paulo na exposição
"O Ato Fotográfico Acessível, Subversivo e sua Transversalidade Cultural" (2020)
Nossa experiência em projetos culturais acessíveis amplia nosso repertório e nossas formas de pensar a acessibilidade.
A partir das práticas, aprendizados e trocas construídos ao longo desse percurso, colaboramos com artistas, produtores, instituições e parceiros para pensar a acessibilidade de seus projetos.
Cada proposta é única. Por isso, não partimos de soluções prontas: reunimos nossa experiência às características de cada projeto para construir caminhos possíveis, criativos e coerentes com seus públicos e contextos.
