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Fotografia horizontal de um estúdio fotográfico. Ao centro, uma mulher branca de cabelos escuros presos em coque, traja um vestido vermelho e sapatilhas clara. Ela posa ao lado de um cão sentado, com um dos braços levantado. À frente dela e à esquerda, um fotógrafo segura uma câmera. No ambiente, há equipamentos de iluminação com grandes sombrinhas brancas.

.produções acessíveis

O que é? 

Produção acessível é uma forma de planejar e realizar projetos culturais considerando diferentes pessoas, corpos, formas de percepção e comunicação.

Isso significa pensar a acessibilidade desde o início e integrá-la às escolhas do projeto.

Não se trata apenas de adicionar recursos, mas de considerar a diversidade em todo o processo de produção.

Para quem é? 

Para instituições culturais, museus, exposições, artistas, produtores, curadores, festivais, eventos e outros projetos que desejam ampliar a acessibilidade de suas ações.

O trabalho considera públicos diversos, com atenção às pessoas com deficiência e às diferentes formas de acessar, compreender e vivenciar uma experiência cultural.

Quando integrada ao processo de criação, a acessibilidade pode contribuir para novas escolhas, linguagens e experiências, beneficiando pessoas com e sem deficiência.

Os recursos são definidos de acordo com as características de cada projeto e de seus públicos.

Podem incluir audiodescrição, Libras, legendas, materiais táteis, recursos sonoros, linguagem simples, leitura fácil, comunicação acessível, sinalização, recursos digitais e experiências multissensoriais.

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Cada projeto começa com a compreensão de seu contexto, seus conteúdos, seus espaços e seus públicos.

A partir desse olhar, identificamos barreiras e definimos estratégias e recursos de acessibilidade adequados à proposta.

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Acompanhamos as diferentes etapas do projeto para que a acessibilidade esteja integrada à produção — do planejamento à experiência do público.

Fotografia horizontal. Em uma sala de exposição, doze pessoas posam juntas diante de uma parede branca com uma grande janela e de painéis expositivos. Parte do grupo está em pé, duas pessoas estão agachadas e duas estão em cadeiras de rodas. Ao fundo, um painel apresenta o título “Mostra Acessibilidade na Arte” e outro reúne símbolos e informações sobre inclusão e acessibilidade.

Foto: Abertura da Mostra Acessibilidade na Arte - Identidades e Narrativas Diversas. 

Projeto da artista visual Alexandra Cavassana. A exposição trouxe reflexões sobre inclusão cultural e à vivência da arte em sua dimensão mais participativa.A composição do corpo artístico tem destaque: 50% dos artistas participantes são pessoas com deficiência, reforçando a pluralidade de narrativas e evidenciando a potência criativa das identidades diversas. A mostra contou com os recursos de audiodescrição, obras táteis, materiais em Braille e Libras.

Fotografia horizontal. Em uma exposição, três pessoas posam atrás de uma mesa. À esquerda, uma mulher de cabelos curtos e loiros. Ela usa óculos e carrega uma bolsa; ao centro, um homem de blazer cinza sorri; à direita, outro homem, traja camisa branca. Sobre a mesa há uma obra tátil branca em relevo, papéis e uma placa branca com texto preto ampliado. Ao fundo, há um grande painel preto com fotografias em preto e branco.

Foto: Alex Gimenes e Renan Nakano com a escultura e modeladora Luciana Ferreira, que produziu a peça tátil da exposição "Poéticas de São Paulo - Construindo Novas Memórias Através de Velhos Saberes"(2019)

Fotografia horizontal de um espaço expositivo amplo, com grandes janelas e piso escuro. Painéis marrons estão posicionados lado a lado e em diferentes planos ao longo da sala, formando um percurso. Nos painéis há obras emolduradas, acompanhadas de pequenas placas informativas e QR Codes para audiodescrição. Sobre o piso, há placas podotáteis que formam caminhos entre os painéis.

Foto: Gustavo de Moraes. Projeto expográfico, sinalização tátil e audiodescrição para o projeto

"terra, terreno, território" - artista visual: Dani Sandrini. Exibida no Espaço Cultural SESI Sorocaba Espaço Galeria.

Fotografia vertical. Sobre um suporte preto, uma fotografia tátil em relevo reproduz a imagem de uma mulher ao lado de um cão. Ao redor, placas brancas apresentam textos em braile, português ampliado e QR Codes para audiodescrição e autodescrição. Há também uma placa com indicação de fone de ouvido com áudio à direita e a identificação “Marina Guimarães e Duke”.
Fotografia horizontal de uma fotografia exposta em uma parede branca. Ao centro, uma mulher ajoelhada, com vestido vermelho, sorri ao lado de um cão guia, pastor alemão. Ela abraça o cão com um braço e está com o outro erguido. Abaixo da fotografia há um suporte com uma peça tátil  em relevo, placas com textos ampliados e em braile, QR Codes para audiodescrição e um fone de ouvido.

Fotos: Obra "Marina Guimarães e Duke" da exposição

"O Ato Fotográfico Acessível, Subversivo e sua Transversalidade Cultural.

. Na prática

O Ato Fotográfico Acessível, Subversivo e sua Transversalidade Cultural

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Uma experiência que reiniu produção, acessibilidade, representação e mediação cultural.

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- Como pensar uma exposição em que a acessibilidade faça parte da experiência desde sua concepção?

O Ato Fotográfico Acessível, Subversivo e sua Transversalidade Cultural nasceu desse olhar: aproximar fotografia, acessibilidade e diversidade cultural, reconhecendo diferentes formas de perceber e se relacionar com uma exposição.

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As pessoas com deficiência também estão no centro das narrativas, retratadas a partir de suas atuações em diferentes áreas da cultura.

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O que fizemos

A acessibilidade foi pensada de forma transversal para e com pessoas com deficiência como consultores e produtores de recursos, considerando obras, conteúdos, espaço expositivo, comunicação e mediação.

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A experiência reuniu fotografias e objetos táteis, audiodescrição, audiomediação, Libras, recursos de orientação e propostas sensoriais. Os recursos foram articulados à exposição como diferentes formas de aproximação, leitura e relação com as obras.

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Experiência construída

O projeto mostrou, na prática, que a acessibilidade pode ir além da adaptação de um conteúdo já existente.​ Quando considerada durante o processo de criação e produção, ela passa a fazer parte da própria experiência cultural

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Essa experiência reúne princípios que orientam nosso trabalho na Acessibilizarte: acessibilidade como parte da criação, pessoas com deficiência como agentes da cultura e diferentes formas de perceber como parte da experiência artística.​

 

A experiência reuniu fotografias e objetos táteis, audiodescrição, audiomediação, Libras, recursos de orientação e propostas sensoriais. Os recursos foram articulados à exposição como diferentes formas de aproximação, leitura e relação com as obras.

Fotografia vertical. Em uma sala de exposição, um homem branco de cabelos curtos e encaracolados é visto de corpo inteiro, de frente e ao lado de uma totem expositivo. Ele está parado sobre pisos de alerta fixados no chão de madeira. Ele usa máscara de proteção sobre a boca, camisa de maga curta rosa, calça jeans escura e tênis preto. Usa fones de ouvido e segura uma bengala preta e mantém uma das mãos sobre o totem com um mapa tátil. Ao fundo, há uma parede branca com fotografias penduradas.

Foto: Edgar Jacques visita no Museu da Energia de São Paulo na exposição

"O Ato Fotográfico Acessível, Subversivo e sua Transversalidade Cultural" (2020)

Nossa experiência em projetos culturais acessíveis amplia nosso repertório e nossas formas de pensar a acessibilidade.

 

A partir das práticas, aprendizados e trocas construídos ao longo desse percurso, colaboramos com artistas, produtores, instituições e parceiros para pensar a acessibilidade de seus projetos.

 

Cada proposta é única. Por isso, não partimos de soluções prontas: reunimos nossa experiência às características de cada projeto para construir caminhos possíveis, criativos e coerentes com seus públicos e contextos.

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